Nota de esclarecimento


Sobre o requerimento do vereador Peninha, apresentado nesta semana na Câmara Municipal de Itaituba (PA), que trata da Unidade Avançada do Incra naquele município, a Regional da autarquia no Oeste do Pará informa que a atual gestão, sob a responsabilidade do superintendente Rogério Zardo, está em processo de transição, momento em que trata do planejamento operacional 2017 e de medidas estruturantes.

Já iniciaram as tratativas com a direção nacional do Incra acerca da reestruturação do órgão. Em março, o superintendente Rogério Zardo terá audiências em Brasília (DF), com diretores e a Presidência do Incra, para tratar desse tema. Em âmbito local, gestores e técnicos da autarquia realizam a revisão de procedimentos com o objetivo de qualificar os serviços e o atendimento ao público.

Quanto às certidões, a orientação é que a Unidade Avançada encaminhe os pedidos para a sede da Superintendência, em Santarém (PA), que emitirá os documentos requisitados e os enviará ao órgão em Itaituba. A medida visa eliminar o deslocamento dos interessados a Santarém.

Incra delimita territórios quilombolas de Oriximiná (PA)


A Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará publicou, no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (14), os editais contendo o resumo dos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTIDs) dos territórios quilombolas Alto Trombetas I e II, ambos no município de Oriximiná. Juntas, as áreas indicadas perfazem 350 mil hectares, nos quais vivem 13 comunidades.

A publicação do RTID é de responsabilidade da Regional do Incra no Oeste do Pará, procedimento realizado após anuência concedida pela Presidência do órgão. Os editais são assinados pelo superintendente regional do órgão, com sede em Santarém (PA), Rogério Zardo

A publicação dos RTIDs está disponível neste link: https://goo.gl/4UoExz

A área delimitada, conforme os dados apresentados nas peças técnicas que compõem os processos, propõe a demarcação dos territórios, incluindo as áreas de moradia; as terras reservadas à execução das atividades produtivas; os espaços de uso comum e de deslocamentos; as áreas de lazer, de manifestações religiosas e culturais tradicionais.

Na avaliação do Incra, as áreas apontadas pelos estudos são imprescindíveis para a reprodução física, social e cultural dos remanescentes, segundo seus usos, costumes e tradições.

Os territórios Alto Trombetas I e II constituem uma das ocupações quilombolas mais antigas no Oeste do Pará. “É uma região que ficou conhecida em meados do século 19 para o 20 pela ocupação de escravos que, fugidos das senzalas das fazendas de cacau e gado localizadas em regiões próximas ao rio Amazonas e temendo expedições de captura, juntaram-se aos índios nas áreas mais protegidas e distantes da floresta”, diz um trecho do relatório antropológic

Os territórios

O Alto Trombetas I e o Alto Trombetas II têm área aproximada de 161 mil e 189 mil hectares, respectivamente. Esses territórios situam-se ao longo do rio Trombetas, em áreas de florestas bem preservadas, importante patrimônio de recursos naturais e biodiversidade, os quais o uso tradicional das famílias quilombolas contribui para sua conservação. Abrangem zonas de terra firme e várzea.

Na região, existem cerca de 400 famílias remanescentes de quilombos cadastradas pelo Incra. As atividades mais desenvolvidas por elas são o extrativismo – principalmente, da castanha do Pará e de resinas a partir de breu preto – e o artesanato – com foco na produção de panelas de barro.

A agricultura e a pesca, em pequena escala, de subsistência, também são praticadas.

Dentre as manifestações culturais presentes na região, há o lundu, o carimbó e a capoeira

O que é o RTID?

A produção do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, que tem por finalidade caracterizar o território reivindicado pelos remanescentes de quilombos, é uma das fases mais complexas do processo de regularização dessas áreas – ação sob a responsabilidade do Incra desde 2003, por força do Decreto nº Decreto nº 4.887, daquele ano.

É um relatório técnico produzido por uma equipe multidisciplinar do Incra. Sua finalidade é identificar e delimitar o território reivindicado pelos remanescentes de quilombos.

O documento aborda informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, ecológicas, geográficas, socioeconômicas, históricas e antropológicas, obtidas em campo e perante a instituições públicas e privadas.

O RTID deve ser publicado por duas vezes nos Diários Oficiais da União e do Estado.

Próxima etapa

Concluídos e publicados os RTIDs, o Incra notifica pessoas não pertencentes às comunidades quilombolas, compreendidas no perímetro ou na área de fronteira. Além de ocupantes e confinantes, o Instituto encaminha notificação para órgãos ligados ao patrimônio público, cultural e meio ambiente, entre outros, a fim de verificar se há sobreposição de interesses nas áreas.

Em cada processo, é aberto um prazo de 90 dias para a recepção de eventuais contestações ao relatório, a contar da notificação dos interessados. Caso sejam apresentadas, as contestações são avaliadas do ponto de vista técnico e jurídico, sendo julgadas pelo Comitê de Decisão Regional (CDR) – instância administrativa máxima das superintendências regionais.

Após a conciliação de interesses públicos e julgamento de eventuais recursos e contestações de particulares, o Incra passa à etapa seguinte, que compreende a publicação da portaria de reconhecimento declarando os limites do território.

A etapa final do processo é a titulação do território, mediante a outorga de um título coletivo em nome da respectiva associação legalmente constituída, sem ônus financeiro.

Conheça, detalhadamente, todas as etapas do processo de regularização fundiária quilombola: http://www.incra.gov.br/quilombola

Incra, UFOPA e UFPA discutem parceria para projetos de educação no campo


Gestores e técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) estiveram reunidos ontem (6) para tratar da elaboração de projetos na área da educação no campo. O encontro aconteceu em Santarém (PA), na UFOPA, com a presença da reitora da instituição, a professora Raimunda Monteiro.

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Ao centro, a reitora da UFOPA, Raimunda Monteiro, acompanhada de gestores da instituição. O professor Walter Silva, da UFPA, e o coordenador do Pronera no Oeste do Pará, Orivan Matos (à direita da imagem) também estiveram presentes na reunião

A reunião teve como pauta o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que pertence ao Incra e tem como potenciais públicos assentados da reforma agrária, famílias quilombolas ou de unidades de conservação ambiental reconhecidas pelo órgão, como reservas extrativistas e florestas nacionais.

O coordenador do Pronera no Oeste do Pará, Orivan Matos Júnior, servidor do Incra, apresentou as diretrizes e explicou a operacionalização do programa.

O encontro com a UFOPA e a UFPA foi articulado pelo Incra. O órgão que viabilizar a retomada do Pronera na região Oeste do Pará. No estado, UFPA e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) mantêm cursos pelo programa.

Para viabilizar novos cursos, é essencial a parceria com as instituições de ensino, tendo em vista que é de competência delas a elaboração dos projetos educacionais e a certificação aos alunos. O Incra atua como agente financiador e fiscalizador.

Por meio do Pronera, é possível a oferta de cursos de educação básica (alfabetização, ensino fundamental e médio); técnico-profissionalizantes de nível médio; de nível superior; e pós-graduação.

O professor Walter Silva, diretor da Escola de Aplicação da UFPA, destacou a demanda por educação no campo existente no Oeste do Pará e o papel das universidades públicas nesse processo. A UFPA tem uma longa atuação em projetos executados pelo Pronera.

Como encaminhamentos, o vice-reitor da UFOPA, professor Anselmo Colares, informou que os institutos da universidade irão se mobilizar para levantar demandas e analisar que cursos podem gerar projetos a serem apresentados ao Incra.

Ainda ontem, na sede do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR) Santarém, como parte da interlocução Incra/UFOPA, foram discutidos projetos na área da saúde em nível de graduação e especialização.

Crédito: Incra Oeste do Pará/Luís Gustavo

Incra realiza em Santarém (PA) primeira mesa quilombola de 2017


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) promoveu nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, na sede do órgão em Santarém (PA), a primeira reunião do ano da mesa permanente de acompanhamento da política de regularização fundiária das comunidades quilombolas no Oeste do Pará.

O encontro teve a presença de gestores do Incra, inclusive o superintendente regional, Rogério Zardo; as representações das comunidades quilombolas dos municípios de Santarém, Óbidos, Oriximiná e Alenquer; dos Ministérios Público Federal (MPF) e do Estado do Pará (MPE/PA); e de organizações sociais, como Terra de Direitos e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

A mesa é um espaço de participação da sociedade e de transparência em relação às ações do Incra para promover a regularização fundiária de territórios quilombolas. Durante as reuniões, que ocorrem a cada três meses, é posta em discussão a situação de cada processo.

Atualmente, existem 18 processos de regularização quilombola no Oeste do Pará em tramitação no Incra: nove de Santarém; seis de Óbidos; e três de Oriximiná. O processo em estágio mais avançado é o do Maicá, que está em fase de titulação pela Prefeitura de Santarém, em área que pertence ao Município.

Em três processos, o Incra concluiu os estudos técnicos e encaminhou à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), em razão de se tratar de áreas de várzea. É o caso das comunidades Arapemã e Saracura, em Santarém, e Nossa Senhora das Graças, em Óbidos. O Incra tem acompanhado esses processos perante a SPU.

Três processos estão com os Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTID) concluídos e, brevemente, serão avaliados pelo Comitê de Decisão Regional do Incra. Estão nesse estágio os processos das comunidades Murumuru e Maria Valentina, em Santarém, e Arapucu, em Óbidos.

Para este ano, além de acompanhar os processos que dependem de atos administrativos de outros entes públicos e da Presidência do Incra, a Regional do órgão no Oeste do Pará dará prosseguimento à elaboração de peças técnicas, como relatórios antropológicos e estudos agroambientais.

A próxima mesa quilombola foi agendada para o dia 25 de abril.

Pronera

Ao final do encontro de hoje, o Incra distribuiu às lideranças quilombolas formulários para o levantamento de demandas na área da educação. O objetivo é subsidiar projetos passíveis de serem financiados pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que abrange cursos de educação básica (alfabetização, ensinos fundamental e médio), técnico-profissionalizantes de nível médio, de nível superior e de especialização.

Novo superintendente do Incra no Oeste do Pará é empossado


Rogério Borges Zardo, nomeado superintendente do Incra no Oeste do Pará no último dia 9, foi empossado ontem (14) à tarde, em Brasília (DF), onde já cumpre agenda com diretorias e a presidência do órgão. Ele inicia as atividades em Santarém (PA) a partir da próxima semana.


Desde abril deste ano, quando da exoneração de Adaías Cardoso, o cargo em comissão de superintendente do Incra no Oeste do Pará estava vago. Nesse período, a superintendente substituta, Elita Beltrão, respondeu pelo órgão.

Rogério Zardo tem 53 anos de idade, é natural de Uberlândia (MG) e vive no Pará desde 2010. Tem formação de nível superior em Administração de Empresas e Especialização em Planejamento e Gestão Ambiental.

No serviço público, a experiência anterior mais recente é o exercício da função de gerente de desenvolvimento rural e sustentável, de julho de 2014 a julho de 2016, na secretaria do Estado do Pará hoje denominada de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), antiga Sagri.

Zardo prestou serviços para a Petrobras, como gerente operacional do projeto Pará, em Mocajuba, e executou atividades relacionadas a demandas do antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); do Ministério de Minas e Energia (MME); e do Ministério do Meio Ambiente.

Em 2005, o novo superintendente do Incra trabalhou com políticas públicas para comunidades quilombolas, dentre as quais, de Oriximiná (PA). Atuou no projeto “Cooperação para Ação Kalunga de Desenvolvimento Solidário e Sustentável” e no programa “Primeiro Emprego – Consórcios Sociais da Juventude Quilombola”.

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Portaria de nomeação de Rogério Zardo como superintendente do Incra no Oeste do Pará

 

Assentamento Eixo Forte realiza festival da galinha caipira nos dias 10 e 11 de dezembro


A comunidade São Raimundo, do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte, no município de Santarém (PA), abriu neste sábado (10) a 9ª edição do festival da galinha caipira, que prossegue até amanhã.

As famílias assentadas comercializam, além dos ovos caipira e dos animais vivos, diversos pratos à base da galinha caipira, como a cabidela, no cozidão e no tucupi. Há ainda uma ação social em parceria com a Fundação Esperança, com a realização de testes glicêmicos, aferição de pressão arterial e orientações de saúde.

Outros produtos também estão à venda, como a castanha de caju, paçoca e o açaí, produzidos na própria comunidade e que constituem uma outra fonte de renda para as 41 famílias que residem na comunidade.

O presidente da associação da comunidade São Raimundo, Sidinaldo Costa da Fonseca, ressalta que o festival é uma oportunidade de alavancar a economia da região e valorizar as atividades produtivas da comunidade. O lucro obtido no festival será revertido em prol da própria comunidade.

A Consulte, organização contratada pelo Incra para o serviço de assistência técnica e extensão rural, apoiou os comunitários para os preparativos do festival, auxiliando na produção e no manejo dos itens a serem comercializados.

Como chegar à comunidade São Raimundo

A comunidade São Raimundo fica a aproximadamente 25 quilômetros do centro de Santarém. A viagem de carro dura em média trinta minutos.

O acesso é pela rodovia Everaldo Martins (PA-457), que dá acesso à vila balneária de Alter do Chão, seguindo pelo ramal São Raimundo.

Confira a programação 

Sábado (10/12)
8h – Solenidade de abertura e café da manhã e ação social
9h – Atividade esportiva
12h – Almoço tradicional e música ao vivo até às 21h

Domingo (11/12)
8h – Atividades esportivas
12h – Almoço tradicional
13h – Música ao vivo
15h – Bingão
16h – Música ao vivo
21h – Encerramento

PF prende acusado de grilagem de terras no Pará, a pedido do MPF


Incra apura ilícitos e auxilia MPF com dados para ações penais contra grileiros

A Polícia Federal prendeu o empresário Jevelis Grey Panassolo, acusado pelo MPF de ameaçar assentados em Rurópolis, no oeste do Pará, para continuar a explorar ilegalmente área de assentamento.

O MPF, autor do pedido de prisão, acusa Panassolo e o pecuarista Ruy Villar de Lima Sampaio Júnior de terem grilado (tomado posse de terra pública por meio de fraudes em documentos) o imóvel denominado Fazenda Cachoeirinha (mapa abaixo), em Rurópolis.

O Incra é assistente de acusação do MPF nas ações penais contra os réus Jevelis Panassolo e Ruy Villar. Vários setores do órgão atuaram e continuam a trabalhar nesse caso.

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A Procuradoria Federal Especializada (PFE) a serviço do Incra apontou a falsificação de certidão do órgão, utilizada para obter licença de plano de manejo que incide sobre três assentamentos em Rurópolis: PDS Novo Mundo, PDS Cupari e PA Paraíso.

A retirada de madeira nessa área originava diversos conflitos, os quais já tiveram a mediação da Ouvidoria Agrária Regional e o acompanhamento da Unidade Avançada do Incra em Itaituba.

Atualmente, uma equipe do Incra realiza vistorias para examinar esse plano de manejo, tendo em vista os indícios de que fora autorizado com base em falsificação de documento do órgão e de assinatura de um então superintendente do órgão em Belém (PA).

O relatório dessas vistorias do Incra pode vir a subsidiar pedido para rever decisão judicial que liberou esse plano de manejo – apesar de contestação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade -, em ação que tramita na Justiça do Estado do Pará.

Áudio. Cândido Cunha, engenheiro agrônomo e assistente técnico da Procuradoria Federal Especializada (PFE) do Incra, explica o papel do órgão no combate à grilagem de terras em assentamentos do município de Rurópolis, no Oeste do Pará.

Veja a íntegra do informe produzido pelo MPF Pará

A Polícia Federal prendeu o empresário Jevelis Grey Panassolo, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ameaçar trabalhadores rurais assentados em Rurópolis, no oeste do Pará, para continuar a explorar ilegalmente área de assentamento da qual o empresário se apossou com uso de documentos falsos. Para fazer as ameaças, o empresário utilizava até equipe armada, denunciaram os assentados.

Realizada no final de novembro por determinação da Justiça Federal em Santarém, a prisão só foi divulgada nesta segunda-feira, 5 de dezembro, para preservação de sigilo processual. O empresário já entrou com pedido de soltura no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, e aguarda decisão.

O MPF, autor do pedido de prisão, acusa Panassolo e o pecuarista Ruy Villar de Lima Sampaio Júnior de terem grilado (tomado posse de terra pública por meio de fraudes em documentos) o imóvel denominado Fazenda Cachoeirinha, em Rurópolis.

Por meio de falsificação de certidão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da apresentação de informações mentirosas ao Tribunal de Justiça do Estado, Ruy Villar Júnior conseguiu que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas) fosse obrigada a aprovar um plano de manejo para a área grilada, apesar de o Incra e a Semas terem apontado uma série de provas da falsidade da certidão.

Segundo levantamento do Incra citado na ação pelo procurador da República Camões Boaventura, Ruy Villar Júnior e Jevelis Panassolo estão vinculados, direta ou indiretamente, a diversas denúncias de tentativas de apropriação de terras da União, extração ilegal de madeira e ameaças e conflitos com famílias assentadas.

Panassolo responde, ainda, por uma denúncia de crime de submissão de 11 trabalhadores a trabalho escravo.

O MPF pede à Justiça que Ruy Villar Júnior seja condenado a até 21 anos de prisão e multa pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude processual.

Para Panassolo o MPF pede à Justiça a condenação a 32 anos e seis medes de prisão e multa pelos crimes de uso de documento público falso, fraude processual, ameaça e desmatamento ilegal de 19 mil hectares.

Disponível em: http://www.mpf.mp.br/pa/sala-de-imprensa/noticias-pa/acusado-de-grilagem-e-preso-no-para

Assentamento Eixo Forte realizará festival do cupuaçu e açaí nos dias 3 e 4 de dezembro


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A comunidade Santa Maria, do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte, no município de Santarém (PA), realiza neste final de semana, 3 e 4 de dezembro o VII festival do cupuaçu e açaí, conhecido como Cupuçaí.

O festival, realizado desde 2009, impulsiona a economia da região e resgata a cultura local, gerando lucro e renda as famílias que residem na comunidade. Quem for ao festival poderá apreciar diversos produtos derivados do cupuaçu e do açaí, como bolos, doces, sorvetes e o vinho do açaí.

A abertura do evento será neste sábado, 3 de dezembro, a partir das 19h e contará com diversas apresentações artísticas e folclóricas.

Neste ano, a comunidade Santa Maria conta com o apoio direto de uma organização contratada pelo Incra para o serviço de assistência técnica e extensão rural, a Consulte.

Como chegar à Santa Maria

O acesso à comunidade se dá pela rodovia engenheiro Fernando Guilhon, ramal Maria José, que é a segunda entrada à esquerda depois da ponte do Juá, sentido aeroporto.

A comunidade fica a aproximadamente 12 quilômetros do centro de Santarém. Há a linha de ônibus coletivo “Pajuçara-Santa Maria”.

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O que: VII Festival do Cupuçaí
Quando: 3 e 4 de dezembro
Onde: Comunidade Santa Maria – PAE Eixo Forte
Dias e horários: Sábado(3/12) a partir das 19h. Domingo (4/12) a partir das 9h.

Assentamento Eixo Forte realizará Festival do Caju nos dias 19 e 20


15110478_1139313292815115_9182393496695897053_oA grande novidade este ano é a venda da “Cajuína Pajuçara”, uma bebida preparada a partir da extração do suco de caju. Diversas apresentações artísticas e folclóricas estão programadas para o festival.

A comunidade Pajuçara, do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte, localizada nas imediações do quilômetro dois da rodovia Fernando Guilhon, que dá acesso ao aeroporto Maestro Wilson Fonseca, em Santarém (PA), realizará neste final de semana, 19 e 20 de novembro, o V Festival do Caju.

O fruto, produzido em grande quantidade no assentamento, gera lucro e renda às famílias da comunidade, que irão comercializar diversos derivados do caju e da castanha, como sucos, bolos, doces e até mesmo lasanha e coxinha. A grande novidade este ano é a venda da “Cajuína Pajuçara”, uma bebida preparada a partir da extração do suco de caju.

Esta bebida não-alcoólica e típica do Nordeste começou a ser inserida na produção dos assentados através de uma oficina que fez parte do serviço de assistência técnica e extensão rural ofertado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e executado pela Consulte.

Pratos típicos paraenses e peças de artesanato também estarão à venda nos dois dias de festival.

Diversas apresentações artísticas e folclóricas estão programadas para o festival. A abertura do evento será neste sábado, 19 de novembro, a partir das 8h.

Como chegar à comunidade

A comunidade fica a aproximadamente 12 quilômetros da área urbana de Santarém e o acesso se dá pela rodovia Fernando Guilhon, ramal Maria José. Há a linha de ônibus coletivo Pajuçara, que faz oito viagens diárias.

Confira a programação

Sábado (19/11)

08h00 – Missa de abertura.
09h30 – Abertura das barracas com vendas de iguarias, derivados do caju e artesanato.
10h00 – Palestra sobre produção de caju e entrega de certificados do curso de cajuína.
12h00 – Tradicional almoço a base de galinha caipira.
19h00 – Apresentação de Maricota Show.
20h30 – Concurso Rainha do Caju.
21h00 – Apresentação de Carimbó.
22h00 – Show de Fabrício do Acordeon.
23h30 – Show da Banda Forró Ki-Babado.

Domingo (20/11)

08h00 – Torneio society e de duplas.
10h00 – Reabertura das barracas com vendas de iguarias, derivados do caju e artesanato.
12h00 – Tradicional almoço a base de galinha caipira, caldeirada e música ao vivo.
17h00 – Rifa promocional.
18h00 – Show de Fabrício do Acordeon.
20h00 – Encerramento oficial.
21h00 – Música ao vivo com RR Som.

Incra reconhece território de comunidade quilombola em Óbidos (PA)


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu e declarou como terras da comunidade remanescente de quilombos Nossa Senhora das Graças uma área de 576 hectares, situada no município de Óbidos (PA). A medida, assinada pelo presidente da autarquia, Leonardo Góes, foi publicada na edição de ontem (16) do Diário Oficial da União (DOU) – link para o documento.

A portaria de reconhecimento de um território quilombola é competência da Presidência do Incra e cumpre mais uma etapa do processo administrativo de regularização fundiária.

Até então, a comunidade Nossa Senhora das Graças obteve a certificação da Fundação Cultural Palmares, a partir da qual o Incra iniciou a elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID). Sua finalidade é identificar e delimitar o território quilombola reivindicado pelos remanescentes das comunidades dos quilombos. O documento aborda informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, ecológicas, geográficas, socioeconômicas, históricas e antropológicas, obtidas em campo e junto a instituições públicas e privadas.

Concluído, aprovado e publicado o RTID, o processo seguiu para análise da Presidência do Incra, que fez publicar a portaria de reconhecimento.

A fase seguinte é encaminhar o processo à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), a qual caberá a titulação. A SPU é o órgão gestor da área onde incide o território da comunidade Nossa Senhora das Graças.

Conheça, detalhadamente, todas as etapas do processo de regularização quilombola: http://www.incra.gov.br/quilombola

A comunidade

Nossa Senhora das Graças está localizada a sudeste do município de Óbidos, à margem esquerda do rio Amazonas. Fica a 34 quilômetros da sede municipal. O acesso à comunidade é exclusivamente fluvial.

A comunidade está totalmente inserida no ambiente de várzea – a várzea do rio Amazonas é uma imensa planície fluvial que se forma entre este rio e a terra firme. Durante o período chuvoso, fica alagada por aproximadamente seis meses.

A população quilombola cadastrada pelo Incra é estimada em 50 famílias. A maior parte é composta por adultos na faixa dos 30 aos 64 anos de idade. A principal atividade é a pesca, seguida pela pecuária e a agricultura.