Presidente do Incra defende agroindustrialização para assentamentos no Oeste do PA


Como parte da programação do “Incra Itinerante” em Santarém, a presidente do órgão, Maria Lúcia Falcón, reuniu-se com representantes dos movimentos sociais do Oeste do Pará, quando recebeu a pauta de reivindicações relacionadas à atuação da autarquia na região. O evento ocorreu no dia 29 de maio, na sede do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR).

Dentre os encaminhamentos do Incra, a presidente do Incra adiantou o interesse por qualificar a produção nos assentamentos. “Já solicitamos que o diretor de Desenvolvimento, César Aldrighi, providencie uma reunião, o mais rápido possível, com todo o pessoal da assistência técnica dos assentamentos no Oeste do Pará. Daremos a orientação para que cada assentamento ou um conjunto deles faça sua proposta de agroindustrialização. Vamos procurar os recursos para atender isto imediatamente”, assegura Maria Lúcia Falcón.

Atualmente, o Incra tem contratos para atender 11.450 famílias, em 39 assentamentos e na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, com o serviço de assistência técnica e extensão rural.

Habitação para famílias atingidas por “terras caídas”

Após a reunião com os movimentos sociais do campo, a presidente do Incra visitou a comunidade Santa Maria, no assentamento Eixo Forte, onde ocorre o reassentamento das famílias de Fátima de Urucurituba.

Atualmente, as famílias de Fátima montam um acampamento no local apontado pelo Incra para o reassentamento. O procedimento ocorre em razão do fenômeno natural denominado “terras caídas”, que atingiu a comunidade de Fátima e inviabilizou o local para moradia.

Durante o fenômeno das “terras caídas”, ocorre o desmoronamento de porções de terras em decorrência do atrito da maresia do rio Amazonas com as margens de comunidade ribeirinhas, como era o caso de Fátima de Urucurituba.

As famílias de Fátima – aproximadamente 40 – foram transferidas do Urucurituba para o Eixo Forte, ambos assentamentos agroextrativistas situados no município de Santarém.

“Assim que for dada entrada no projeto – de construção de casas pelo Programa Nacional de Habitação Rural -, pedi que nos encaminhem o protocolo para que possamos, em Brasília, explicar que se trata de uma situação de emergência”, afirma Maria Lúcia Falcón.

Abastecimento e combate à especulação imobiliária

Durante a visita da presidente do Incra ao assentamento Eixo Forte, os comunitários apresentaram suas reivindicações e os festivais do assentamento com foco na produção. O Eixo Forte é conhecido pela realização de eventos, como os festivais do açaí, da galinha caipira e da farinha de tapioca.

“Queremos fazer deste assentamento um exemplo de como podemos formar um cinturão que abasteça Santarém com produtos de qualidade e, ao mesmo tempo, preserve esta área para que não haja especulação imobiliária nem ocupação irregular dos lotes”, planeja Maria Lúcia Falcón.

Atualmente, está em vigência um contrato de assistência técnica e extensão rural assinado pelo Incra com a Consulte, entidade responsável por executar esse serviço no assentamento Eixo Forte, que visa atender 910 famílias.

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