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Assentamento Eixo Forte promove o 17º Festival da Farinha e do Artesanato


A comunidade Cucurunã, pertencente ao Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte, localizado no município de Santarém (PA), realizará neste final de semana, nos dias 12 e 13 de agosto, o 17º Festival da Farinha e do Artesanato. O evento é promovido para valorizar a produção familiar e resgatar a cultura local.

A abertura do festival será no sábado (12), às 20 horas, com uma missa, seguida de apresentações de carimbó e quadrilhas. No domingo, as atividades iniciam às 7h30 e encerram às 23 horas. Café regional, mostra de farofas e apresentação da rainha do festival são algumas das atividades programadas para o domingo.

Além dos derivados da farinha, como o tucupi, beiju cica, beiju mole e a farinha de tapioca, também serão comercializados outros itens típicos da gastronomia paraense: vatapá, galinha caipira, pato no tucupi e tacacá fazem parte do cardápio. Tudo é produzido pela própria comunidade.

Segundo Francinete Dias de Sousa, moradora da comunidade, o festival é uma maneira de estimular a produção da farinha da região e o artesanato confeccionado pelos assentados. “Cada produtor terá sua barraca como maneira de mostrar aos visitantes seus produtos e investir em melhorias dentro do Cucurunã com o lucro recebido”, destaca a líder comunitária.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apoia o evento por meio da organização contratada pelo órgão para o serviço de assistência técnica e extensão rural no PAE Eixo Forte, a Consulte. Ela atua no suporte aos comunitários para a divulgação e a capacitação relacionada ao manejo de alimentos e à recepção das pessoas.

 

Como chegar a Cucurunã

A comunidade fica a sete quilômetros distante de Santarém e o acesso se dá pela rodovia Everaldo Martins (PA-457). Há ônibus no sábado e no domingo das linhas identificadas como Cucurunã, Ramal dos Coelhos, Vila Nova e Ponta de Pedras. Os ônibus dessas linhas começam a rodar às 4 da manhã e encerram à meia-noite.

No local, já há uma faixa anunciando o festival.

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O que? XVII Festival da Farinha e Artesanato
Quando? 12 e 13 de agosto
Onde? Comunidade Cucurunã – PAE Eixo Forte
Horário? Sábado (12/08), a partir das 20h. Domingo (13/08), a partir das 7h30.

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Programação 

12.08

20h – Missa
21h – Apresentações de danças folclóricas

13.08

7h30 – Café regional
11h – Mostra de farofas
12h – Almoço com comidas típicas
13h – Produção de farinha
17h – Bingão
18h – Rainha do festival
19h30 – Música ao vivo com a banda Quinta Dimensão
23h – Encerramento

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Incra e Emater firmam parceria para ações em assentamentos no Oeste do Pará


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) assinaram ontem (11) um acordo de cooperação técnica para ações conjuntas em assentamentos de 19 municípios no Oeste do Pará. A vigência do acordo é de 30 meses.

A solenidade de assinatura ocorreu na sede do Incra em Santarém (PA). Rogério Zardo (superintendente regional) e Rosival Possidônio (diretor técnico) assinaram o documento como representantes do Incra e da Emater, respectivamente. Técnicos e gestores regionais da empresa, como dos municípios de Santarém, Monte Alegre e Itaituba, acompanharam o ato e puderam conhecer os detalhes da parceria. Wladimir Costa, deputado federal pelo Pará, também esteve presente.

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Superintendente do Incra no Oeste do Pará, Rogério Zardo, assina acordo de cooperação. A Emater foi representada por seu diretor técnico, Rosival Possidônio (centro da imagem)

“Essa parceria vai viabilizar sobremaneira a vida dos assentados, haja vista que teremos uma relação muito mais próxima com o Incra. Vamos juntar os esforços com vistas à assistência técnica e extensão rural para esses produtores. Iremos elaborar projetos econômicos para essas famílias, a serem financiados pelo Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar]”, adianta Rosival Possidônio, da Emater.

O superintendente Rogério Zardo destacou a importância da assistência técnica e extensão rural, não apenas pela natureza em si da ação, mas como um dos pré-requisitos para as famílias assentadas acessarem outras políticas públicas, como créditos. “A Emater vai nos ajudar muito nas ações de campo e na relação direta com os assentados”, destaca o superintendente do Incra.

As duas instituições, nos últimos meses, já vinham executando tarefas em conjunto, como a atualização de Planos de Utilização (PU) em assentamentos agroextrativistas e a notificação de assentados com cadastro bloqueado em razão de inconsistências apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de modo que possam apresentar sua defesa.

O acordo de cooperação permite maior colaboração mútua entre Incra e Emater, com a integração das equipes de trabalho e de logística para a execução de atividades nos assentamentos da reforma agrária. Na construção da parceria, o Incra considerou aspectos como a experiência técnica e a capilaridade da Emater.

Assentados de Santarém (PA) são capacitados para a produção de cajuína


Assistência técnica e extensão rural ofertada pelo Incra qualifica a produção de derivados do caju no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte

O dia de hoje (4) foi de novos aprendizados para famílias das comunidades Pajuçara, Santa Maria, São Raimundo e Vila Nova, do assentamento Eixo Forte. Elas participaram de oficina de boas práticas na fabricação de alimentos derivados do caju, com foco na cajuína. A bebida – não alcoólica e típica do Nordeste – começa a ser inserida na produção dos assentados da reforma agrária em Santarém (PA).

A oficina, ocorrida hoje (4), faz parte do serviço de assistência técnica e extensão rural ofertado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e executado pela Consulte no PAE Eixo Forte.

O assentamento possui grande quantidade de cajueiros nativos e tem ampliado o cultivo de mudas da espécie, que se adapta bem ao solo e ao clima da região.

Toda a matéria-prima empregada na oficina foi colhida no PAE Eixo Forte.

Na oficina, os assentados aprenderam todas as etapas para o preparo da cajuína e a utilização de ferramentas para agilizar e dar qualidade ao produto final, quando da separação da castanha do fruto; do refino do suco; e o envazamento de garrafas. A capacitação envolveu também as técnicas de higiene na fabricação.

Festival do caju

A oficina serviu de preparação para o evento, que ocorrerá nos dias 19 e 20 de novembro, na comunidade Pajuçara. Diversos produtos serão comercializados a partir do caju, como os tradicionais doces, e alguns que irão proporcionar uma experiência diferente ao paladar do santareno, dentre os quais, lasanha e coxinha com o uso da fruta. A cajuína, foco da oficina realizada hoje, será a grande novidade da quinta edição do festival.

Assentada é qualificada e passará a introduzir a cajuína na sua produção

Assentada é qualificada e passará a introduzir a cajuína na sua produção

Maria Ercila dos Santos (à esquerda), 57, já fez o seu planejamento de comercialização de produtos. “Este ano, vamos colocar à venda compota, doce, castanha, paçoca, biscoitinhos, creme, brigadeiro e cajuína. A gente pensa em cada vez mais melhorar a qualidade dos derivados”, destaca a assentada ao participar da oficina de boas práticas na fabricação de alimentos.

A “Cajuína Pajuçara” será apresentada no festival do caju e já com uma identidade própria: o rótulo destaca a bebida como do assentamento Eixo Forte e da reforma agrária. “É mais um produto que vai agregar renda às famílias. É a cajuína com gostinho paraense”, ressalta Roberto Sardinha, diretor técnico da Consulte, organização de assistência técnica e extensão rural contratada pelo Incra.

Anteriormente à oficina, técnicos da Consulte realizaram visitas individualizadas às famílias e atividades para melhorar a produção de caju, como a poda das árvores e o tratamento para o controle de pragas.